Geral

Férias!

 

O blog ‘fica de molho’ até 2012.
Aproveite para reler os artigos e entrevistas publicadas durante este ano.
Em janeiro voltaremos a nos encontrar.  E com novidades.

Carlos Bayma

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Comportamento / Relações

Transtornos psiquiátricos de Personalidade

 

Máscaras: quem não as têm?

Conheça os oito transtornos de personalidade descritos pela psiquiatria (pode ser homem ou mulher). Você é ou conhece alguém assim? Nem sempre as pessoas se encaixam perfeitamente em um desses grupos. Combinações de duas ou mais características podem ser possíveis. Veja abaixo:

ANTISSOCIAL
Alguém com uma personalidade do tipo dissocial ou antissocial – o famoso psicopata ou sociopata – tem tendência à agressividade e repúdio às normas sociais. Em geral, o cara não muda seu modo de agir facilmente, mesmo após ser punido. Além disso, não tolera frustração e costuma botar a culpa nos outros pelas coisas que faz.

ANSIOSO
Imagine uma pessoa bem tensa e insegura, que parece estar sempre com medo de tudo. Essa é a personalidade do ansioso, pautada por um sentimento de apreensão, insegurança e inferioridade. A pessoa é supersensível a críticas e faz tudo para ser aceita. Tem dificuldade em se relacionar intimamente e evita atividades fora de sua rotina.

PARANOIDE
Sabe aquela pessoa que não suporta ser contrariada, não perdoa insultos, desconfia de tudo e tende a distorcer os fatos, interpretando as ações dos outros, mesmo que sejam boas ou inocentes, como hostis ou de desprezo? Esse é o típico paranoide. Em geral, também suspeita da fidelidade de seus companheiros. Mas não confunda com a paranoia, que é uma doença grave e não um tipo de distúrbio de personalidade.

Livro: Transtornos de Personalidade

DEPENDENTE
O tipo dependente tende a deixar que outras pessoas tomem qualquer decisão por ele. O sujeito tem medo de ser abandonado e se vê como uma pessoa fraca e incompetente. Além disso, é submisso à vontade alheia e tem dificuldade em lidar com mudanças ou novos desafios.

HISTRIÔNICO
Também chamado de histérico ou psicoinfantil, este tipo quer ser sempre o centro das atenções. Tende a ser extremamente dramático, exibicionista e exigente. Para piorar, é inconstante sentimentalmente, instável, manipulador, egoísta e bastante superficial.

ESQUIZOIDE
Alguém com esse transtorno costuma ficar mais afastado dos outros, tendo poucos contatos sociais ou afetivos. Ele(a) prefere atividades solitárias e a introspecção. Mas, assim como no caso da paranoia e da personalidade paranoide, o tipo esquizoide não tem nada a ver com a esquizofrenia.

BORDERLINE (INSTÁVEL)
Agir de modo imprevisível, ter acessos de ira e ser incapaz de controlar o seu comportamento impulsivo são as características da galera com esse transtorno. O borderline também pode apresentar perturbações da autoimagem e tendência a adotar um comportamento autodestrutivo.

OBSESSIVO-COMPULSIVO
Você provavelmente conhece um cara assim, que quer sempre tudo certinho, sendo perfeccionista ao extremo. Esse é o típico anancástico ou obsessivo-compulsivo. Em geral, é obstinado em fazer as coisas como acha que devem ser feitas, sem nenhuma flexibilidade. Essas características podem vir acompanhadas de impulsos repetitivos, mas não atinge a gravidade de um transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

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Comportamento / Relações

Meditar ajuda cérebro a ser mais eficiente e saudável

 

Meditação desliga cérebro de estresse, ansiedades e preocupações

Por Patrícia Brederode*

O cérebro de pessoas experientes em meditação parece estar mais em forma, ter mais capacidade de concentração e ser mais eficiente a evitar situações de estresse e confusão mental. As conclusões são de um estudo da Universidade de Yale, EUA, publicado em novembro na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Procedimentos da Academia Nacional de Ciências).

O estudo analisou dois grupos – um de pessoas experientes em meditação e outro de pessoas que se estavam a iniciar na prática – e recorreu a exames de ressonância magnética para analisar a atividade cerebral de cada grupo.

Os resultados demonstram que os praticantes de meditação mais experientes são capazes de “desligar” áreas do cérebro relacionadas com estresse, ansiedade, hiperatividade e déficit de atenção, uma vez que controlam mais eficazmente um circuito cerebral denominado por Default Mode Network (DMN) – em livre tradução: Rede de Modo Desligado.

De acordo com os autores do estudo, as pessoas com mais experiência em meditação são capazes de desligar parte deste circuito aumentando a sua capacidade cognitiva e de concentração. Os meditadores mais experientes conseguiram desligar esta rede tanto quando estavam a meditar como quando estavam apenas em repouso.

Estudos anteriores, como o que foi divulgado em 2010 pela Universidade de Illinois (EUA), indicam que uma perda de coordenação no DMN é um sintoma comum do envelhecimento cerebral e, em casos extremos, pode ser um marcador de doenças como o Alzheimer.

Fonte: Yale Daily News

*Patrícia Brederode é jornalista brasileira, mas radicada em Lisboa, Portugal, e colaboradora deste blog na Europa. Também é autora do Blog Do Capibaribe ao Tejo.

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Dicas de Saúde

Emagrecer? Cogumelos podem ajudar

 

Por Patrícia Brederode*

Cientistas do Centro de Investigação Biomédica de La Rioja, em Espanha, estão a trabalhar no sentido de demonstrar como o consumo de cogumelos, e de outros fungos, é benéfico na luta contra a obesidade e outras doenças associadas, como a diabetes tipo 2.

A equipe, liderada pela especialista em tecido adiposo Patrícia Pérez Matute, está realizando experiências “in vitro” para analisar a influência de extratos de cogumelos no comportamento dos adipócitos, as células que compõe a gordura.

De acordo com Pérez Matute, os testes consistem em impregnar os adipócitos com esses extratos, sendo os cogumelos previamente enriquecidos com selênio, que tem propriedades antioxidantes.

A responsável pela investigação, doutorada em Biologia pela Universidade de Navarra, afirma que o objetivo é ver que efeitos têm os cogumelos sobre o metabolismo da glicose, que se relaciona com a obesidade e outras doenças associadas à resistência à insulina.

Além disso, pretende-se igualmente observar os hormônios que produzem os adipócitos e a sua influência no controle do peso corporal dos indivíduos e do seu apetite.

Mais uma forma de ajudar no emagrecimento: cogumelos

A especialista realçou que existem já na literatura científica muitos exemplos de que o consumo de cogumelos pode trazer melhorias no combate ao câncer, às doenças cardiovasculares e à diabetes e, agora, o objetivo é provar os seus efeitos positivos na obesidade.

Espera-se que as conclusões se obtenham num prazo de um ano e caso os resultados sejam comprovados, os investigadores acreditam que será também possível aplicar os conhecimentos aos doentes com Sida (Aids), mas com o objetivo contrário, visto que estes que sofrem de uma situação absolutamente oposta: a perda de gordura e a extrema magreza.

*Patrícia Brederode é jornalista brasileira, mas radicada em Lisboa, Portugal, e colaboradora deste blog na Europa. Também é autora do Blog Do Capibaribe ao Tejo.

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Medicina Tradicional

O cotidiano de um consultório de Urologia

 

Consultório Carlos Bayma - Hospital Esperança

Para que se entenda de quais situações um consultório urológico cuida com mais frequência, reproduzo abaixo as condições que levam os pacientes a eles. Durante o presente ano, este de 2011, as estatísticas que colhi revelam:

01) De cada 100 pacientes, 67 eram homens e 33, mulheres;

02) Cerca de 2% eram crianças, 19% – adolescentes, 41% – adultos e 38% idosos, de ambos os sexos;

03) Em relação aos pacientes do sexo masculino, as três causas de queixa principal (só levando em consideração apenas uma queixa) que se destacaram, foram: 61% – dificuldade ou desconforto miccional, 31% disfunção erétil e ejaculatória e 8% – dor ou desconforto nos testículos;

04) Em relação às pacientes, as duas causas de queixa principal (só levando em consideração apenas uma queixa) que se destacaram, foram: 59% – incontinência urinária (perda de urina) e 41% – infecção urinária de repetição;

05) Nos adolescentes, quatro queixas principais se mostraram mais frequentes: 45% – ejaculação precoce, 30% – infecção fúngica do pênis, 21% – DSTs, particularmente o HPV (condiloma ou ‘crista de galo’) e as infecções uretrais não gonocócicas (Clamídia e Ureaplasma) e 4% – disfunção erétil (impotência sexual);

06) Levando-se em consideração mais de uma queixa, em relação aos homens, o trio campeão com mais de 90% foi : dificuldade miccional + disfunção erétil + ejaculação precoce;

07) A faixa etária que mais se queixou de problemas de ereção situou-se entre os 50-59 anos (é bom lembrar que muitos idosos – > 60 anos – apesar da disfunção erétil, não se sentem incomodados, e homens mais jovens relutam em se queixar desse distúrbio);

08) Como queixa principal, a ejaculação precoce predominou em duas faixas etárias: dos 15 aos 24 anos e dos 60 aos 70 anos (obviamente, por razões diferentes);

09) Em relação aos homens que procuraram o consultório por disfunção erétil (impotência), 73% já haviam procurado outro médico pelo mesmo motivo;

10) Nas mulheres com incontinência urinária sem causa neurológica, particularmente na fase pós-menopausa, 55% queixavam-se de perda urinária de urgência (desejo súbito e incontrolável de urinar, resultado em perda de urina), 31% se queixavam de perda urinária de esforço (tosse, espirro, esforço que leva ao escape de urina) e 14% reclamavam de ambas as causas (urgência e esforço);

11) As 4 causas mais comuns de perda urinária decorrente de um comprometimento neurológico em mulheres na pós-menopausa, foram: 44% – sequela de AVC (‘derrame’ cerebral), 20% – doença de Alzheimer, 19% – Esclerose Múltipla e, com 17%, pacientes com sequelas de traumatismo raquimedular (coluna vertebral e medula espinhal) decorrentes de acidentes (de trânsito ou por arma de fogo) ou de cirurgias da coluna.

Essas estatísticas acima refletem aproximadamente o dia-a-dia de um urologista em seu consultório.

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Diagnósticos & Tratamentos

Infecções urinárias de repetição: um tormento para as mulheres

 

Cranberry em softgel

Uma das situações mais comuns em um consultório de Urologia é a infecção urinária baixa de repetição em mulheres, que acomete a uretra (uretrite) e a bexiga (cistite). Embora raramente ponha em risco a vida da paciente, é um problema que a perturba física e emocionalmente. É quase certo que, durante a vida, a mulher tenha de uma a 3 infecções urinárias, sem maiores consequências. Não há nada de anormal nisso. Porém, quando a infecção torna-se cíclica e aparece 2 ou mais vezes todo ano, uma sinal de alerta é ativado.

Como a cistite (ou uretrite, ou ambas) é uma consequência, a causa dessa repetição deve ser pesquisada e determinada, pois, sem remoção daquilo que causa, o efeito se repetirá indefinidamente. Então, quais são as causas das infecções urinárias de repetição?

1- Baixa ingestão de líquidos;
2- Constipação intestinal (intestino ‘preso’);
3- Higiene íntima deficiente;
4- Estreitamento de uretra;
5- Ato sexual anal sem proteção, seguido de vaginal;
6- Hábito urinário retencionista (‘prender’ urina);
7- Baixa de imunidade (defesa) orgânica;
8- Presença de cálculos (pedras) urinários;
9- Afinidade entre fímbrias (‘cabelos’) das bactérias e células da uretra e bexiga; e
10- Hipoestrogenismo (baixa de estrógeno após a menopausa).

Muitas dessas condições podem ser contornadas e são perfeitamente evitáveis. Tomar mais líquidos, regular função intestinal, melhorar a higiene íntima, proteger-se durante o ato sexual, repor hormônio (sistêmica ou localmente) e urinar mais frequentemente (sem prender) nas 24 horas, funciona bem para a maioria dos casos. Entretanto, nem sempre isso é suficiente.

Bactéria E. coli e suas fímbrias, que aderem às células do epitélio urinário

Além das terapias com antibióticos clássicos, para os casos persistentes, existem 3 possibilidades que podem ser usadas isoladamente ou em combinação. São elas:

1- Ingestão diária de extrato de Cranberry* na dose mínima de 2.000 mg (2g);
2- Ingestão diária de 100 mg de Nitrofurantoína** (antibiótico); e
3- Vacinação contra a bactéria E. coli (responsável por 80% das infecções) com Lisado Bacteriano (UroVaxom***).

Nos casos de estreitamento uretral e presença de cálculos (pedras), os tratamentos específicos para cada caso devem ser instituídos (respectivamente, dilatação uretral e retirada das pedras). É bom lembrar que o(a) médico(a) competente para esses procedimentos é o(a) urologista.

________

* O extrato de Cranberry possui uma substância denominada PAC (Proantocianidina) que dificulta a adesão bacteriana nas células das vias urinárias.
** A Nitrofurantoína pode ser substituída por Ácido Nalidíxico, Sulfatrimetoprim ou Cefalexina.
*** A vacinação com lisado bacteriano liofilizado (UroVaxom) é feita por etapas. Uma cápsula em jejum por 90 dias consecutivos, seguidos de 90 dias sem o medicamento e, posteriormente, três ciclos de 10 dias ‘com’, alternando com 20 dias ‘sem”.

Nota: esses tratamentos acima citados devem ser prescritos e conduzidos por profissionais médicos habilitados.

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Comportamento / Relações

Potência sexual não é mágica

 

Jornal O Recifense

Por Carlos Bayma

Há no imaginário popular – particularmente no masculino – que basta tomar um comprimido e a potência sexual reaparece. Medicamentos do tipo Viagra e congêneres (Cialis, Levitra, Helleva, etc.) são apenas dilatadores das artérias do pênis (e de outras artérias, gerando os efeitos colaterais com dor de cabeça e vermelhidão no rosto), facilitando o endurecimento do mesmo. Não conferem nenhum aumento de desejo sexual. Se esse desejo estiver comprometido, não há comprimido que dê jeito.

São muitas as causas da dificuldade de obter e manter a ereção para o ato sexual completo, que inclui desde o início da intumescência peniana até a ejaculação, necessitando para isso uma rigidez peniana suficiente durante todo o ato. Tomar um comprimido para ereção não é garantia de obtê-la, muito menos de aumentar a libido.

Condições várias dificultam a rigidez peniana. Cito algumas: tabagismo, uso assíduo de bebida alcoólica, obesidade, diminuição do hormônio masculino (andropausa) – a testosterona, aumento das taxas sanguíneas de colesterol e triglicerídeos, sedentarismo, uso de antidepressivos, hipertensão arterial e diabetes, essas duas últimas quando não mantidas na faixa de normalidade.

Além de tudo isso, há também os aspectos emocionais (psicológicos) envolvidos no ato sexual, como baixa autoestima, traumas sexuais, complexo de inferioridade e medo de ter o desempenho comprometido e ‘passar vergonha’. As causas emocionais geralmente se mostram no início da idade sexual (adolescência, juventude), pela inexperiência, e em idades mais avançadas, quando a parceira é recente (após uma viuvez ou divórcio) e tem idade bem inferior a do homem.

Como mais de 20 anos de consultório, percebo que, do mesmo modo como surge por volta dos 14 anos de idade, a sexualidade masculina começa a declinar por volta dos 50, tanto no que se refere à ereção quanto à quantidade e força de emissão do esperma. É o inevitável processo de envelhecimento. Homens que tiveram ao longo da vida uma saudável atuação sexual aceitam esse declínio sem resistências e se tornam mais espirituais. São raros esses, raríssimos.

É pura insanidade buscar uma 'potência sexual' de um jovem na velhice

Ao contrário, a maioria dos homens da chamada 3ª idade, insiste, mesmo contra a natureza, em se manter sexualmente ativo e no mesmo patamar de 20 ou 30 anos atrás. Isso é impossível, é uma insanidade. Reflete uma vida sexual pregressa insuficiente e atribulada e, mais profundamente, reflete – apesar da idade – uma imaturidade psicológica lamentável.

Não quero dizer aqui que o homem idoso não possa nem deva ter vida sexual. Mas, isso sim, que seja compatível com seu grau de envelhecimento e obedecendo a algumas ‘regrinhas’ básicas: jamais esperar ou buscar uma performance de faixas etárias mais novas, fazer atividade física regularmente, manter-se dentro do peso, controlar diabetes e hipertensão, normalizar taxas de colesterol e triglicerídeos, repor testosterona quando possível e necessário e – principalmente – aceitar com dignidade e sem resistência o processo natural de envelhecimento, sem ter uma ‘cabeça de velho’.

Não esperem milagres de seus urologistas e nem infernizem a vida deles em busca de uma ‘potência’ sexual impossível para sua faixa etária ou apesar do desgaste que promoveu ao seu corpo ao longo dos anos. Declínio é declínio, é irreversível. Viva isso da melhor forma possível, pois, do contrário, muita ansiedade, angústia e frustração o esperam pelos dias que restam.

Leia o artigo no jornal O Recifense- 3ªedição

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