Artigo

COLESTEROL: aonde a farsa começou

 

Por Dr. José Carlos Brasil Peixoto*

O inimigo público número um da sociedade ocidental, das pessoas que tem medo  de terem suas artérias entupidas por gordura e de sofrerem um ataque cardíaco, o COLESTEROL, é em realidade uma das maiores falcatruas da história médica jamais criada, e infelizmente persistente em nosso impiedoso e profundamente deturpado senso comum!

O mito do colesterol é a base de uma poderosa e nefasta rede industrial, que se aproveita de uma ignorância arduamente preservada por estratégias de marketing perversas, mas  que rendem toda a sorte de produtos alimentares e medicamentosos, sendo possivelmente o mote de propaganda mais repetido nos rádios, jornais e televisão, o que comprova o quanto vivemos em plena era das trevas do conhecimento apesar de toda a parafernália de informação ao nosso dispor (ou seria a nosso desfavor?).

O colesterol é um álcool que compõe a membrana de todas as 75 trilhões de células de nosso corpo. É a marca registrada do reino animal, é o mantenedor da integridade de nosso organismo na demarcação de cada indivíduo com o meio ambiente. É a base de formação de todos os nossos hormônios esteroides. Os hormônios sexuais, os hormônios corticoides (de adaptação ao stress), entre outros, são todos gerados a partir do colesterol.

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Sua péssima fama é fruto de uma série de pesquisas muito mal elaboradas, algumas até ridículas, mas que formaram a mente de gerações de médicos. Na quinta edição do famoso e respeitado livro de fisiologia do Guyton (referência absoluta nas faculdades de medicina dos anos 80) há uma pérola de nossa incompetência compreensiva. No parágrafo  – como produzir aterosclerose em animais – se afirma que é fácil produzir a aterosclerose grave com a introdução de maciças quantias de colesterol na dieta de um animal: o coelho, (herbívoro exclusivo, como qualquer criança sabe).

O pesquisador para não parecer que queria aplicar uma cachorrada ressalta: em cachorros é muito mais difícil reproduzir esta experiência. Ao que se sabe, os humanos comem mais parecido com os cães do que com coelhos, não? Certamente qualquer nenê sabe disto. Pelo menos os que mamam no peito e recebem, com a graça do bom deus, 50% das calorias disponíveis no leite materno em colesterol bem purinho! Claro, o cérebro humano tem seu peso quase todo de gordura, nada mais interessante do que dispor de condimentos adequados para sua perfeita formação.

De fato, o colesterol não é o causador de ataques cardíacos

O contundente médico sueco Uffe Ravnskov, PhD, revisou cuidadosamente todos os principais estudos feitos sobre o colesterol e sua relação com as doenças cardíacas e não hesitou em fazer as seguintes afirmações:

1. O colesterol diz muito pouco a respeito do futuro de sua saúde;

2. As taxas de colesterol sanguíneo não tem nada a ver com aterosclerose;

3. Sua dieta tem pouco a ver com suas taxas de colesterol sanguíneo;

4. Aterosclerose e doença coronariana nada têm a ver com a dieta alimentar;

5. Baixar os níveis de colesterol pode  até encurtar sua vida.

Estas, entre outras afirmações estão no livro “The Cholesterol Myths”, que destrói com lucidez e transparência quase tudo o que se fala de mal sobre nosso mais nobre constituinte orgânico, vítima inocente da voracidade capitalista, que vem se utilizando de predicados que lhe foram outorgados para vender toda a sorte de produtos, principalmente os alimentares, derivados de gorduras vegetais industrializadas (a soja, naturalmente a mais beneficiada) e uma teia de remédios  populares ou de alta tecnologia.

Um dos principais alicerces que validam a comunidade científica oficial é o estudo de Framingham e foi minuciosamente verificado por Ranvskov. Foi um estudo que gastou milhões de dólares de contribuintes americanos, e tanto dinheiro não poderia produzir um resultado que frustrasse a necessidade de se manter vivo a imagem de um inimigo comum: o colesterol. A metodologia estatística não poderia ter chegado a resultado diferente do que seu objetivo: ser a prova técnica da incriminação necessária.

Nossa falta de conhecimento foi explorada no limite da insensatez quando nos acostumamos a ver nas latas de óleo vegetal: “Este produto não contém colesterol”. É o equivalente a dizer que não há laranjas no conteúdo de suco de uvas. Mas a ideia desta  mídia não é mostrar falta de inteligência tão  pífia. Foi manter uma consciência convencional deformadora de nossa percepção do mundo. Falar mal do colesterol é tão normal quanto admitir que a Terra é redonda. Manobrar o senso comum tem sido a estratégia de vendas ocidental mais profícua. Entretanto nossa saúde não tem sido privilegiada com nosso progresso científico moderno: quanto mais se investe em pesquisas para a saúde, mais pessoas enfermas há neste mundo. Será mera fatalidade ou será que a saúde que importa é só a saúde econômica mesmo?

Abrir nossos olhos e conhecermos honestamente nosso corpo é o que fará a diferença. Não há dúvidas: a educação nos salvará, o problema é saber quem nos proverá esta educação.

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*Dr. José Carlos Brasil Peixoto é médico homeopata e dos distúrbios da menopausa – Site: http://www.umaoutravisao.com.br/

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