Artigo

De onde vem a sua gordura?

 

Por Dr. Ícaro Alves Alcântara, Ortomolecular – Brasília-DF

Especialistas dizem que a melhor dieta possível é composta de 40% de carboidratos, 30% de gorduras e 30% de proteínas; particularmente, NÃO concordo e acho que o tempo e o progresso científico vão mostrar que estou certo em dizer que:

-       O ideal (em minha opinião) é 40% de proteínas, 30% de BONS carboidratos e 30% de BOAS gorduras;

-       Mais ideal ainda é que um BOM nutricionista funcional calcule a dieta mais adequada possível para SUAS necessidades específicas.

De onde vem sua gordura?

Mas se, independentemente da composição da dieta, tantos por aí têm TANTA gordura corporal, de onde ela vem afinal? Simples: basicamente, dos EXCESSOS cometidos; excessos de qualquer coisa: gorduras, carboidratos e mesmo proteínas.

GORDURAS: Quando entram no organismo, podem fazer parte da estrutura dele (membranas celulares, hormônios, etc.) OU o que sobrar (EXCESSO!) ser incorporado pelos adipócitos (ou fígado) e depositado, assim compondo reserva energética (gordura armazena bem mais energia em menos espaço…); detalhe importante: gordura NUNCA pode ser transformada em proteínas ou carboidratos, como alguns erradamente pensam, mas carboidratos em excesso SÃO transformados em gordura!

CARBOIDRATOS: Também chamados de “açúcares”(mesmo que não sejam necessariamente doces, como as massas e pães), quando entram no organismo são aproveitados para a produção de energia OU armazenados sob a forma de glicogênio (estoque relativamente pequeno, feito pelo fígado e músculos) OU o que sobrar (EXCESSO!) ser incorporado pelos adipócitos (ou fígado), transformado em gordura e depositado, assim compondo reserva energética (afinal, lembrem-se: gordura armazena bem mais energia em menos espaço)… Isso mesmo: como glicose é um carboidrato, principal fonte de energia para o cérebro e coração, se faltar glicose o fígado pode transformar proteínas em carboidratos; em outras palavras, em situações “emergenciais” (muito freqüentes em quem alimenta-se mal ou exercita-se além das suas capacidades), seu corpo pode quebrar suas proteínas (estejam elas em músculos, ossos ou onde for) para transformá-las em “açúcares”.

Coma menos (e certo) e gaste mais!

PROTEÍNAS: Ao entrarem no organismo, são utilizadas predominantemente para fins estruturais, ou seja, formar seus mais diversos componentes mas o que sobrar (EXCESSO!) pode ser convertido pelo fígado em glicose (via gliconeogênese); e bem sabemos o que acontece com o excesso de glicose, não (dúvidas, leia novamente acima)?

Ou seja, TUDO* vira GORDURA se entrar em EXCESSO no organismo… Respondida a pergunta?

* TUDO, nesta sentença, exclui vitaminas, minerais e água que NUNCA são transformados em gordura pelo nosso organismo; o máximo que pode acontecer é alterações nas suas quantidades alterarem o apetite, metabolismo, biotransformações (proteínas em glicose, glicose, em gordura, …), etc.

Um abraço,

Dr. Ícaro Alves Alcântara
http://icaro.med.br/

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Curiosidades

Abacate: coma e emagreça!

 

Um pouco de abacate: muita saúde!

Composição do abacate
O maior benefício do abacate reside no seu alto teor de gorduras do bem, os ácidos graxos mono e poli-insaturados, traduzindo, os Ômegas 3, 6 e 9. Os monoinsaturados estão presentes em altíssima concentração, justamente o Ômega-9, a mesma gordura presente no azeite de oliva e na macadamia. O colesterol é zero. Ele também é uma excelente fonte de potássio e vitamina A, além de apresentar uma vasta gama de outras vitaminas e minerais, muita água e fibras, ou seja, excelente nestes dias mais quentes, quando se precisa de hidratação extra.

Abacate emagrece?
Sim, a bioquímica e os estudos científicos explicam: justamente pela sua alta concentração de gorduras benéficas, que promovem a saciedade por mais tempo. Apesar de o abacate concentrar calorias, elas provem da gordura monoinsaturada, que ajuda a reduzir o pico de insulina, o hormônio responsável por armazenar toda caloria extra sob forma de gordura localizada, e que faz a fome voltar mais depressa. Além disso, o Ômega-9 ativa outro hormônio, a Adiponectina, que comanda o corpo a produzir a energia que precisa a partir dos depósitos de gordura, ou seja, ele ativa a queima dos pneuzinhos localizados principalmente na cintura e abdômen.

Bom para a saúde
O Ômega-9 tem ação anti-inflamatória e ajuda a reduzir o risco de doenças do coração. As gorduras do tipo monoinsaturado contribuem para a diminuição do colesterol ruim (LDL) e a manutenção adequada do colesterol bom (HDL). Também contribui para a saúde pelo alto teor de fibras, como a pectina, um tipo de fibra solúvel que atua na redução dos níveis de LDL, e ajuda no funcionamento intestinal. O abacate é rico em vitaminas antioxidantes como A, C e E, reduzindo assim a formação de radicais livres no organismo. Por ser rico em potássio, ajuda a reduzir a pressão sanguínea, previne câimbras e tem ação diurética.

Tipos de abacate
No mundo há 500 variedades de abacate e, no Brasil, aproximadamente 50. As mais conhecidas são o antilhano (também chamado manteiga), que tem frutos curtos, casca lisa, caroço grande e polpa macia; e o guatemalense, com frutos longos, casca espessa e rugosa e caroço pequeno. Há também o avocado, uma versão menor do abacate.

Quanto consumir
O abacate pode ser consumido em dias alternados, uma média de 50 gramas por dia, o que equivale a somente 90 calorias. O excesso deve ser evitado porque ele é calórico, e pode descontrolar a sua dieta. Além disso, você corre o risco de enjoar desta fruta maravilhosa e saudável. Um pouco de bom senso não faz mal a ninguém. Coma com moderação, de três a quatro vezes por semana.

Como pode ser consumido?
O abacate pode ser usado em preparações doces e salgadas. O Brasil é o único país do mundo onde o abacate é usado principalmente como sobremesa à base de leite, na forma de vitaminas, sorvetes e cremes. Ele é muito versátil e pode ser acrescentado em saladas, em sanduíches, em coquetéis, em molhos tipo guacamole, além das vitaminas e sobremesas cremosas, ou ser comido puro aos pedaços. Seu sabor é delicioso, desmancha na boca e combina muito bem com todo o tipo de folhas verdes (alface, chicória, rúcula, agrião).

Fonte: buscasaude.com.br

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Dicas de Saúde

Com o quê suplemento minha alimentação

 

Por Carlos Bayma, autor do Blog

Algumas pessoas que me conhecem e convivem comigo perguntam: “O que você tem tomado para a disposição que apresenta atualmente?” Respondo: “Comida de alta performance e hormônios”.

Quando digo ou mostro (em foto, a mesma que está aqui!) os suplementos nutricionais, ouço logo: “Mas você toma muitos remédios?” Sim e não. Se remédio tiver o sentido de medicamento da poderosa indústria farmacêutica, a resposta é não. Mas, remédio no sentido de alimento o mais adequado possível, a resposta sim.

Nas últimas décadas, a qualidade dos alimentos simplesmente degringolou. Terreno pouco fértil, solo desgastado. Introdução maciça de espécies transgênicas e de agrotóxicos em quase toda a geração/produção de grãos, verdura, hortaliças e leguminosas. Quase tudo contaminado.

Falando em contaminação, bois (carnes), porcos (carnes), aves (carne e ovos), vacas (leite) e peixes (carne e ova) estão impregnados de antibióticos, hormônios, conservantes, estabilizantes, coloríferos, realçantes de sabor e metais pesados. Em longo prazo, às vezes em médio e curto, doenças se manifestam: cardiovasculares, oncológicas, gastrointestinais, dermatológicas, alérgicas e autoimunitárias, além de obesidade.

Então, por mais que me esforce e não compre ou consuma alimentos da baixa qualidade, isso é quase impossível. Por isso, faço suplementação. E, quanto aos hormônios? Hormônios provocam câncer? Que riscos se correm ao usar hormônios? Em minha opinião e na prática clínica que venho exercendo, os riscos são “quase nenhum”. Quase tudo representa benefícios.

Atingindo quase meio século de vida, seria muita inocência minha se eu achasse que:

- meus testículos produziriam a quantidade suficiente de Testosterona para uma ótima saúde (não só sexual, mas física e mental); ou que…
- minhas adrenais (suprarrenais) produzissem DHEA e Cortisol em níveis adequados; ou, ainda, que …
-minha tireoide sintetizasse seus hormônios (T3 e T4) – apesar dos inúmeros bloqueios que impus a ela, ingerindo bromatos (pães, bolos), cloretos (água) e fluoretos (pastas dentais e água) por anos a fio -, na quantidade necessária para promover um ótimo metabolismo; ou que…
-minha pineal produzisse o nível suficiente de Melatonina para que meu sono fosse profundo e reparador.

São alguns exemplos, apenas. Na verdade, toda a grade de hormônios humanos começa a declinar importantemente a partir dos 30-35 anos de idade. A natureza é implacável e impiedosa: não precisa mais de nós todos além dessa faixa etária. Nós é que queremos sobreviver, a qualquer custo, o máximo de tempo possível. A consciência pede isso: a não cessação da vida!

O que tomo todo dia: não é medicamento; é suplemento!

Então, dessa forma, resta-me optar: ou eu deixo a natureza me levar ao ocaso, lenta e dolorosamente, ou – de modo até certo ponto artificial – suplemento aquilo que me falta, pois já passei dos 35. Até um ano atrás, eu estava entregue à natureza: engordando, cansado, esquecido, sem forças e sem desejo e determinação.

Hoje posso dizer: “Estou pegando fogo”. Disposto, dormindo bem, confortável comigo mesmo, mais forte, mais magro, mais concentrado e com uma memória ainda invejável. Quer saber como suplemento minha alimentação: veja a foto!

E mais: não tomo mais qualquer remédio de farmácia, pois antes já estava tomando 4 para equilibrar “bem artificialmente” a pressão arterial, a glicemia, o colesterol (que nada tem de vilão!) e a ereção peniana. Hoje: nada disso!

E você, se médico fosse, deixaria alguém continuar a enxergar mal apenas porque está envelhecendo? Diria ao paciente que isso é apenas contingência da velhice e nada faria? Por que melhoraria a visão desse paciente, porém não o resto?

Acha que tomo “muitos remédios”? Acho que você é que está carente de tudo isso!

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Dicas de Saúde

Alimentação e Saúde por Dr. Victor Sorrentino, em entrevista

 

Dr. Victor Sorrentino

Acompanhe a entrevista concedida pelo Dr. Victor Sorrentino* sobre alimentação e saúde.

Como está a situação da saúde da população hoje?
Victor Sorrentino: O que eu observo muito no Brasil é que a comunidade médica não está conseguindo ajudar as pessoas, porque é tão complicado e tão caro aprender a fazer as coisas certas, que as pessoas não estão fazendo, e quem está fazendo não consegue uma melhora na qualidade de vida. Foram criados muitos mitos e paradigmas na medicina que não estão sendo esclarecidos. E eu não entendo o porquê, já que a informação existe, ela só não chega aos médicos.

Um estudo feito nos Estados Unidos mostrou que uma nova descoberta medicinal, quando é aprovada como um conceito real, leva cerca de 17 anos para que chegue até o conhecimento do médico. Agora imagina até chegar à pessoa? Isso acontece porque só quem bate na porta dos médicos são os representantes comerciais da indústria farmacêutica. Então, se não for às custas de remédio, medicação e drogas,  a novidade científica não chega no médico e nem na pessoa. E quando chega, 17 anos depois, infelizmente já está obsoleta. As pessoas não estão conseguindo aproveitar a quantidade de ciência que está sendo produzida.

Como uma cidade inteligente lida com a saúde da sua população?
VS: Eu acredito que de forma muito prática. Basta vontade das pessoas. É um efeito dominó, porque à medida que as pessoas sabem, elas desenvolvem vontade de mudar seus hábitos (talvez nem por elas, mas pensando nas gerações futuras). Educar as crianças, fazer com que elas tenham facilidade para as coisas boas e dificuldade para as coisas ruins é o básico que pode ser feito.

“Uma sociedade inteligente não pode deixar que um colégio venda refrigerante.” Victor Sorrentino, médico

Uma cidade inteligente não pode deixar que um colégio venda refrigerante. Mas tem que ter vontade, não pode permitir que se compre mais facilmente um refrigerante, um suco de caixinha ou um salgadinho. Os pais já não têm mais tempo de ficar com a criança como faziam antes. Não adianta educar em casa e chegar no colégio e os professores não repassarem isso. Eu não sou um idealista, essas são coisas simples de serem feitas. Só basta um mínimo de esforço, porque a saúde da população está cada vez mais comprometida e as pessoas estão ficando cada vez mais doentes.

As boas práticas e bons hábitos de saúde estão negligenciados?
VS: Completamente, e não é só negligência. Parece que não há vontade de fazer isso. Eu não sou adepto de teorias da conspiração, mas não podemos ser tão iludidos ao ponto de não tentarmos ultrapassar as barreiras que são impostas aos médicos desde a universidade. Existe uma cadeia de pessoas sendo beneficiadas com a indústria da doença. É a mesma coisa da indústria da ignorância – para o governo é interessante que a população seja ignorante para continuar votando nas mesmas pessoas. Na medicina é a mesma coisa, existe corrupção muito clara dentro da saúde.

Graças a Deus estamos regredindo um pouco, porque, no passado, as drogas eram medicações. Hipócrates, que foi o pai da medicina, pregava isso, “que seu remédio seja seu alimento e que seu alimento seja seu remédio”. O problema é tão grave que nenhuma faculdade de medicina dá mais de uma ou duas aulas sobre alimentos. A preocupação da medicina é ensinar qual remédio usar frente a qual doença. Se a pessoa não conseguir perguntar sobre uma doença, o médico não sabe como ajudá-la. A nutrição também, durante muitos anos, só se preocupou em engordar e emagrecer.

A ideia não é essa, é prevenção. E até a palavra “prevenção” na medicina está virada ao avesso, porque não se previne nada na medicina. Se você pensar, por exemplo, em câncer de mama, a pessoa vai fazer mamografia. Isso é prevenção? De maneira nenhuma! Aquilo é detecção precoce. Se a pessoa estiver com câncer, já está. Agora existem alimentos que fazem com que aconteça uma prevenção, é uma área em que a medicina já avançou muito chamada nutrigenômica, uma ciência que explica o que o alimento é capaz de fazer dentro da pessoa, que diferencia uma da outra e faz uma apresentar uma doença e a outra não.

Quais são as principais tendências com relação à saúde preventiva e longevidade da população?
VS: O mais novo e eficiente é o cruzamento entre a nutrigenômica, que vai expressar um gene bom e mutilar um gene ruim, e a modulação hormonal bioidêntica, que trabalha com a otimização hormonal. Hoje em dia, ninguém mais é refém da sua genética. Eu não tenho que viver uma vida inteira sofrendo por deficiência de “x” hormônios só porque tive o azar de nascer com menos níveis deles no sangue. Eu posso otimizar essa situação. Eu também não preciso deixar uma pessoa em menopausa ou andropausa e achar que isso é normal do envelhecimento.

“Existe uma cadeia de pessoas sendo beneficiadas com a indústria da doença.” Victor Sorrentino, médico

Pensar que a pessoa pode envelhecer e ficar sem hormônio é a mesma coisa de pensar que ela pode envelhecer e ficar sem remédio de pressão, colesterol ou diabetes. Isso tudo é normal, já que não fomos feitos pra viver tantos anos assim, mas se estamos evoluindo, temos que acompanhar essa evolução dando melhores condições de vida para as pessoas.

O que essas ciências podem fazer pela saúde das pessoas?
VS: É alarmante as pessoas não terem acesso a esses números, mas 90% das doenças atreladas a esse processo de envelhecimento são absolutamente evitáveis. São doenças cardiovasculares, cânceres, doenças degenerativas, como Alzheimer, e muitas outras. Claro que um dia todos nós morreremos, mas morrer ficando 15% da sua vida incapacitado em uma cadeira de rodas, ou sem lembrar da família, é uma coisa que eu não gostaria para mim. E isso é evitável.

Como essa medicina é aplicada?
VS: Nos Estados Unidos essa ciência foi denominada anti-aging, ou antienvelhecimento, mas isso já existe ha muitos anos. Na antiga China existiam os Médicos de Pés Descalços que eram pagos para proteger as pessoas. Se alguém de quem ele cuidava ficava doente, era falha dele. Hoje, médico só serve para doente. Nós temos essa cultura de só ir no médico se estiver doente, “se não estou, não vou”.

Eu acho que a tradução no Brasil foi feita de maneira muito errada, porque antienvelhecimento remete à pele não envelhecer, ou à pessoa viver jovem a vida toda, e não é isso. É uma ciência de medicina real, preventiva ativa. Fazer algo para não acontecer o pior para mim em casa, todos os dias, e não somente fazer exames. É o médico ser treinado para tratar a saúde, e não como ocorre hoje, onde ele é treinado para tratar a doença. E aí é um problema, porque as pessoas não ficam doentes de um dia para o outro, elas vão ficando lentamente.

Quais os hábitos mais relevantes dentro do conceito de anti-aging?
VS: Uma das coisas mais importantes, e que infelizmente está ligada ao médico, é a parte hormonal. E nós temos que nos dar conta de que as crianças precisam, desde cedo, começar a fazer check-up. Não quer dizer que ela terá que tomar medicação, longe disso, mas temos que saber como está funcionando o corpo dessa pessoa no ápice da sua juventude. Porque, as vezes, nem no ápice ela esta funcionando como deveria, tal é o problema nutricional que estamos sofrendo hoje. A outra parte, e que depende sim da pessoa, é a alimentação, é descobrir quais alimentos fazem bem para cada pessoa e incentivar essas hábitos desde crianças.

Quais as vantagens de se investir nisso (além do óbvio, que é evitar que as pessoas adoeçam)?
VS: Quando a gente trata a saúde, geralmente tem planos A, B, C, D, etc. No momento que existe uma doença, não existe mais plano B, tem que ser o A, tem que resolver aquele problema. Mas, muitas vezes, um plano A devasta uma família inteira, pode acabar com o patrimônio, com a estrutura emocional. Então só tem vantagens, o ônus é igual ao investimento. Quanto mais eu investir em minha saúde, menos doenças eu vou ter, menos vou onerar minha família.

“Entre os vilões da saúde estão os refrigerantes (especialmente nas versões diet e light) e o leite de vaca”.

Hoje em dia ter um velho em uma família é um problema, porque são bombas-relógio, a qualquer momento podem ter um problema e quando isso acontece, vem um atrás do outro. E não precisava ser assim. Estatisticamente, 85% dos gastos públicos com saúde são feitos nos dois últimos anos de vida. E se a gente pegasse esse investimento todo e aplicasse ao longo da vida da pessoa? O quanto ela não poderia produzir até mesmo para sua cidade? É uma mudança que, pra mim, é difícil para as pessoas de hoje, mas fazer isso com as crianças só depende dos pais.

O que é a Medicina do Futuro?
VS: É a mesma coisa do anti-aging, basicamente, é a medicina da longevidade. E isso assusta muito os médicos, porque afronta a indústria da doença. Na medida em que a pessoa não fica doente, ela não precisa ir ao médico da doença, então os médicos vão ter que começar a pesquisar uma nova forma de entender seus pacientes, que é entender a saúde. Aí os conflitos começam a acontecer, porque todo o mundo precisa de dinheiro, e tem médicos que vivem da indústria da doença. Se a pessoa não ficar doente, ele perde o paciente.

Ela é conhecida como a medicina do futuro porque faz um entendimento completamente diferente do que existe nas faculdades de medicina hoje. Um aluno hoje no terceiro ano de faculdade já está com 50% do seu conhecimento obsoleto. Ele vai se formar já com conhecimentos atrasados, vai ter que dispor de mais tempo e dinheiro para poder rever tudo que ele já estudou, e não vai fazer isso, o que é compreensível. Ele vai ter que trabalhar.

“Abundante no Brasil, o coco e seus derivados são excelentes para a saúde”, diz Sorrentino.

Já a medicina anti-aging está sempre se reciclando. Não existe uma especialidade. São médicos de várias áreas se comprometendo a pensar na pessoa como um todo. Isso remete ao passado, porque são médicos que não estão pensando na sub-especialização, e ao futuro, porque ninguém pensava que existiria um meio de fazer com que a gente, de fato, retarde o relógio biológico e viva mais tempo e melhor.

Apesar de ser a Medicina do Futuro, ela tem muitas características da cultura oriental, que é milenar e já provou ser extremamente benéfica para as pessoas, correto?
VS: Sim, para ser a Medicina do Futuro, ela precisa entender o passado, pescar o que tem de bom em cada momento médico da história e juntar isso a um conhecimento mais evoluído. O povo oriental é muito mais evoluído em termos de entendimento do corpo, do que o ocidental. O ocidental não entende o corpo, ele entende de remédio, e aproveita as tecnologias, “agora tem o exame X”, “agora tem o remédio tal”.

A gente deveria aprender muito com os orientais. A medicina moderna resolveu esquecer completamente o conhecimento adquirido nos últimos 5 mil anos, como a medicina chinesa, a ayurvédica, a dos índios. Eu não sou naturalista e tenho que aprender a usar medicações quando forem necessárias, mas eles vivem muito bem sem isso, eles sabem como resolver cada problema com alguma coisa da natureza. Eles são muito sábios, e a gente adotou uma cultura americana que só está fazendo mal à nossa saúde.

“Não adianta só falar que refrigerante faz mal, você tem que mostrar o porquê.” Victor Sorrentino, médico

Eu, inclusive, li uma notícia recentemente de que até 2030, 42% dos americanos estarão obesos… Se não for mais, né? Hoje em dia estamos atingindo certos índices que só imaginávamos atingir 40 anos na frente. E só tende a piorar, porque o estilo de vida moderno é só facilidade. Eu vou lá e como uma comida congelada, não faço suco natural, porque tomo um da caixinha, refrigerantes e salgados eu tenho na minha mão.

Quais são as ferramentas que podem ser usadas para conscientizar e mudar esses hábitos da população?
VS: Teríamos que contar com ajudas extras. Eu vejo essas campanhas governamentais de saúde e acho-as muito pobres. Não basta você falar para as pessoas irem ao posto de saúde, usarem preservativos, terem cuidado com o alimento tal. Não está funcionando. Para a geração adulta, infelizmente se tem pouco a fazer, porque temos que contar com a colaboração das pessoas, e elas são muito acomodadas.

Eu tenho esperança na geração futura, nas crianças que já estão com a saúde devastada por nossa causa. No momento em que a gente atingir o colégio, quando a escolinha tiver uma cultura de saúde, provavelmente eles levarão à frente isso. Mas só falar que faz mal não adianta, até porque os médicos não estão atualizados e toda hora vão para a televisão falar besteiras, com informações desencontradas.

Qual o papel da informação nesse contexto?
VS: É fundamental, mas primeiro tem que haver uma informação correta. Não adianta só falar que refrigerante faz mal, você tem que mostrar o porquê, dizer o que tem dentro dele, fazer a pessoa ficar com raiva daquilo ali e sentir medo, porque é isso que eu sinto como médico. Falar que faz mal ou que engorda não basta, a pessoa continua usando. Temos que colocar isso de uma maneira bem compreensível, mostrar qual é o veneno que tem ali. Agora não adianta um só médico falar. Imagina todos saindo da faculdade falando isso, o impacto que causaria na saúde da população?

“O ocidental não entende o corpo, ele entende de remédio.” Victor Sorrentino, médico

O médico não sabe por que uma coisa faz mal, e por isso não vai passar a informação. Imagina esse monte de gente enchendo o saco toda hora, “isso aqui não”, “aquilo ali não”, mas nem eles fazem o que pregam. Lembrando que a base está nas crianças. Porque as pessoas não são obrigadas a nada e é difícil mudar, mas as crianças podemos obrigar. Se obrigamos elas a irem ao colégio, então vamos obrigá-las a comer as escolhas saudáveis.

Quais os piores alimentos para a saúde?
VS: O pior é o refrigerante light, mas o leite de vaca também está entre os piores. É difícil dizer o que tem de leite de vaca ali dentro, porque hoje aquilo é veneno, possui uma quantidade imensa de hormônio de vaca prenha. Já foram identificados mais de 56 hormônios, incluindo o do crescimento. Isso sem contar os pesticidas, agrotóxicos, antibióticos. Não ache que se a vaca ficar doente o produtor vai tirar ela de produção, ele vai é dar antibiótico para que ela continue dando leite. E isso justifica o crescimento da nossa resistência a certos remédios.

Outro problema é o cálcio desse leite, que possui uma concentração muito alta e tem provocado diversos problemas, inclusive a osteoporose, por incrível que pareça. Em países como a China e o Japão, onde não existe o consumo de leite de vaca, os níveis de infarto e osteoporose são muito mais baixos.

Além disso, têm os produtos à base de soja, aspartame, ciclamato monossódico, frutoses (com exceção do que vem junto com a fruta), gorduras trans, óleos hidrogenados, biscoitos industrializados, molhos prontos, glúten.

E o que comer para não ficar doente?
VS: Frutas (de preferência orgânicas), peixes, ovo, leites de coco, amêndoa e arroz, açúcar mascavo, adoçante stevia, óleo de coco, muita água, verduras e vegetais.

*Veja mais em http://www.blogdodrvictorsorrentino.com/

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Comportamento / Relações

“Quanto mais alto você voa, menor parece aos olhos de quem não consegue voar!”

 

Por Dr. Victor Sorrentino*

” Hoje senti uma vontade sincera de abrir meu coração para falar sobre questões que tenho conhecido de perto cada vez mais, e têm me tocado de uma maneira diferente. Tenho encontrado dificuldades em não expressar a tristeza e revolta que ocupam minha mente com a corrupção clara dentro da saúde. Em minha concepção utópica, nunca imaginei que a medicina pudesse ser tão manipulada pelos interesses das indústrias farmacêuticas. E o pior de tudo é que o consentimento de médicos que infelizmente se deixam ser manipulados desde que tenham  a cômoda situação garantida de não ter que rever e reavaliar seus conhecimentos aprendidos nas universidades brasileiras.

Aquela concepção que deveria ser a base de todo pensamento médico, de buscar sempre o melhor para a saúde das pessoas e fazê-lo de coração infelizmente se perdeu ao longo do tempo. Culpa de todo um sistema e não só dos profissionais, que são obrigados muitas vezes a se adaptar a este modelo absolutamente corrupto e corrompido.

Sei que é bem duro e difícil de vocês terem a real noção da profundidade do que falo, assim como sei que isto choca a toda uma categoria de médicos que não aceitam e preferem vendar seus olhos completamente cegados pela formação que têm nas universidades. Na realidade o circo todo já está armado e tudo que o médico faz ao se formar, é simplesmente vestir-se para a atuação.

São 2 mil anos dessa nossa medicina moderna que se resume a 2 etapas: Diagnóstico e Tratamento. E tudo depende destas duas etapas, pois nós médicos aprendemos que o mais importante é que saibamos chegar a um diagnóstico, saber o nome da doença. Ufa!, aí sim conseguimos nos sentir potentes, pois a partir daí para TODAS sempre teremos alguma droga a prescrever. E tudo está tão errado, que os próprios pacientes se sentem felizes se saem com alguma prescrição medicamentosa.  E quem nos ensina quais são estas drogas? Ora, uma pessoa que nem médico é, muitas vezes não faz ideia da fisiologia humana, mas é muito bem treinada para vender e saber explicar direitinho para que serve esta droga.

Dr. Ítalo Rachid: médico visionário e pioneiro

Então estamos assim, enquanto eu médico não encontro uma doença, vou ser obrigado a dizer a meu paciente que está tudo bem, ele deve retornar em 6 meses ou 1 ano (e aí é paciente mesmo, ao invés de cliente, pois haja paciência pra este desrespeito com as pessoas). O engraçado é que as doenças aparecem neste meio tempo, ou seja, quem está bem e com saúde não deveria se deteriorar. Os dados são tão drásticos que grande parte dos infartos acontece “de uma hora para outra” e o primeiro contato com a pessoa é fatal. Mas se estava tudo bem, como a tragédia ocorreu?

É óbvio que qualquer um que pare para refletir, se questionará e perceberá que algo está errado, muito errado…

E hoje escreverei resumidamente sobre um médico revolucionário, humanista do bem, uma pessoa que trabalha com seu coração e que era reconhecido em sua área, a endocrinologia ginecológica, como um expert, tinha sucesso profissional e pessoal com todos os méritos em sua área, até o dia em que parou e teve a capacidade de fazer uma reflexão autocrítica acerca da medicina que praticava. Ficou sabendo de um movimento Anti-Aging nos Estados Unidos, estudou a respeito e resolveu ser inteligentemente cético a ponto de não julgar algo que não conhecia, mas abriu sua mente e se prestou a ouvir aquilo que se parecia mais racional dentro da medicina.

Bom, Dr. Ítalo Rachid teve um choque tão grande em se dar conta de que muito do que fazia e ensinava no Brasil estava infelizmente obsoleto (mas ainda é praticado como verdade pela medicina dita tradicional), que se sentiu obrigado a mudar. Ele teve a coragem de largar tudo que tinha no Brasil e se mudou para Continue lendo

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Curiosidades

Indol-3-Carbinol: molécula espetacular

 

A nutricionista Viviane Varjão*

Também chamado de 3-indolcarbinol (I3C), é um composto oriundo de vegetais crucíferos como couve-flor, couve, repolho e brócolis. Vegetais crucíferos são ricas fontes de enxofre, contendo compostos chamados glucosinolatos.

Estudos mostraram que as substâncias formadas pelo indol-3-carbinol (glucosinolatos) são benéficas às células estomacais, pulmonares, retais e uterinas. A suspeita seria que este fitoquímico diminuiria as taxas de estrógenos circulantes, impedindo a formação de células cancerígenas. Desta forma, sua ação é predominantemente antineoplásica (anticancerígena).

Estudos feitos com uma raça de camundongos fêmeas geneticamente predispostas ao câncer de mama apontaram que uma alimentação rica em indol-3-carbinol reduziu em 50% o acometimento da neoplasia mamária. Outros estudos sugeriram que esta substância seria capaz de impedir a proliferação de células cancerígenas da mama humana, dependente ou independente de estrógeno.

Apesar do mecanismo de ação não estar ainda muito bem estabelecido, vários estudos observaram a supressão de tumores incluindo mama, próstata, endométrio, colorretal, leucemia mieloide e leucemia/linfoma de células T em adultos.

Pequenos estudos em seres humanos encontraram melhora em condições relacionadas com o vírus do papiloma humano (HPV), como neoplasia intraepitelial cervical e papilomatose respiratória recorrente (RRP) após a suplementação do I3C.

Crucíferas contêm alta concentração de I3C

Os glucosinolatos são solúveis em água, podendo assim, se diluírem na água de cozimento. Por isso, procurar reutilizar a água onde estes alimentos foram cozidos para o preparo de outros alimentos, como, por exemplos, o arroz, é uma forma de não perder esses nutrientes.

Vegetais crucíferos em ebulição de 9 a 15 minutos podem perder entre 18-59% do conteúdo de glucosinolatos totais. Por isso, métodos que utilizam menores quantidades de água como vapor ou microondas, podem reduzir estas perdas. Por outrto lado, práticas como fervimento, submeter ao vapor ou microondas em alta potência (850-900 watts) podem inativar a enzima que catalisa a hidrólise de glucosinolatos (myrosinase). Mesmo assim, nossas bactérias intestinais são capazes de realizar esta quebra, porém de forma substancialmente reduzida.

Embora sejam necessários outros estudos que concluam tais benefícios e que estabeleçam os mecanismos de ação, forma-se a expectativa de uma funcionalidade extraordinária dos vegetais crucíferos, há tempos já conhecidos como anticancerígenos potenciais. Grande parte da população sabe que deve inserir este tipo de vegetal na sua alimentação, mas não sabe bem o porquê. Bem, que esse, entre outros, seja um bom motivo!

Referências Bibliográficas:
Aggarwal, B.B.; Ichikawa, H. Molecular targets and anticancer potential of indole-3-carbinol and its derivatives. Cell Cycle, n.4, p.1201-1215; 2005.
Baldwin, W.S.; LeBlanc, G.A. The anti-carcinogenic plant compound  indole-3-carbinol differentially modulates P450-mediated steroid hydroxylase activities in mice. Chem Biol Interact, n. 83, p.155-169, 1992.
Bell, M.C.; et al. Placebo-controlled trial of indole-3-carbinol in the treatment of CIN. Gynecol Oncol, n.78, p. 123-129; 2000.
Bradlow, H.L.; Michnovicz, J.J.; Telang, N.T.; Osborne, M.P. Effects of dietary indole-3-carbinol on estradiol metabolism and spontaneous mammary tumors in mice. Carcinogenesis, n. 12, p. 1571-1574; 1991.

* Pós-graduação em Personal Diet e Atendimento Nutricional. ” Personal Dietitian “.
Nutricionista clínica na empresa Acqua Brasil Spa e Estética;
Nutricionista clínica e esportiva na empresa By Fitness Gym;
Nutricionista clínica e estética no Stúdio JMR;
Nutricionista clínica e estética na L.A. Estética;
Nutricionista clínica do CISP Xerém

Áreas e atuação:
Nutrição clínica; Nutrição funcional; Nutrição esportiva; Nutrição aplicada à estética.

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Curiosidades

Saiba dos benefícios da Coenzima Q10

 

Crucíferas são boas fontes de CoQ10

A Coenzima-Q10 (CoQ10)é uma vitamina-símile lipossolúvel que está presente em praticamente todas as células do organismo e participa dos processos de produção de energia. Por ser essencial a esse processo, órgãos com maior demanda energética (como coração, cérebro, rins e fígado) apresentam maiores concentrações de CoQ10 (Okamoto et al., 1989; Shindo et al., 1994). Também denominada Ubiquinona.

Por sua capacidade de transferir elétrons e, portanto, atuar como um antioxidante, a Coenzima Q10 também é utilizada como suplemento nutricional. Deste modo, esta coenzima reage neutralizando os radicais livres e regenerando vitaminas E e C oxidadas. Os efeitos da administração de CoQ10 em pacientes com diversas doenças degenerativas vêm sendo estudados, como no caso de Mal de Parkinson e outras doenças neurodegenerativas além de doenças do coração e hipertensão arterial. Além disso, o suplemento de CoQ10 também já foi sugerido para o tratamento de outras doenças, como diabetes (Shing, 1999; Hodgson, 2002), câncer (Sakano, 2006), angina, obesidade e distrofia muscular. A Coenzima Q10 também aumenta a tolerância de idosos e sedentários ao exercício físico e pode corrigir falhas do sistema imunológico senescente.

Estrutura molecular da Ubiquinona

Pacientes em uso de estatinas (sinvastatina, atorvastatina, rosuvastatina e pravastatina) normalmente apresentam sintomas de dores e fraqueza muscular, além disso, diversos pesquisas indicam que as estatinas diminuem os níveis de CoQ10 no organismo. Um estudo realizado com pacientes em uso de estatina com suplementação de CoQ10 demostrou melhora dos sintomas destas manifestações (Caso et al, 2007).

Envelhecimento, maus hábitos alimentares, estresse e infecções afetam a nossa capacidade de fornecer quantidades adequadas de CoQ10. Portanto a suplementação de pode ser muito útil (Hojerova, 2000). Após 35 a 40 anos de idade, o organismo começa a perder a sua capacidade de sintetizar CoQ10 de alimentos e desenvolve a sua deficiência (Hojerova, 2000). A suplementação se faz importante já que a falta desta coenzima pode causar danos no cérebro, em outros órgãos além de mitocôndrias do corpo todo (Bliznakov, 1999). Além disso, no uso tópico atenua rugas e linhas de expressão e diminuiu o estresse oxidativo da pele (Infome Aparenza, 2007) limpando os radicais livres do corpo humano (Hojerova, 2000).

REFERÊNCIAS
Bliznakov E. Aging, mitochondria, and coenzyme Q10: The neglected relationship. (1999) Biochimie, 81: 1131-1132.
Caso, G. et al., 2007. Effect of Coenzime Q10 on Myopatic Symptoms in patients treated with statins. (2007) Am J. Cardiol. 99: 1409-1012.
Hodgson J. M. et al. (2002) Coenzyme Q(10) improves blood pressure and glycaemic control: a controlled trial in subjects with type 2 diabetes. Eur J Clin Nutr. 56:1137-1142.
Hojerova J. Coenzyme Q10 its importance, properties and use in nutrition and cosmetics. (2000) Ceska Slov Farm. 49 (3): 119- 23.
Informe Apparenza. Impacto da suplementação de coenzima Q10 em sintomas de miopatias em pacientes tratados com estatinas. (2007) Endocrinologia.
Sakano K et al. Suppression of Azoxymethane-induced Colonic Premalignant Lesion Formation by Coenzyme Q10 in Rats. (2006) Asian Pacific J Cancer Prev. 7: 599-603.
Singh RB et al. (1999) Effect of hydrosoluble coenzyme Q 10 on blood pressures and insulin resistance in hypertensive patients with coronary artery disease. J Human Hypertens. 13: 203-208.
Shindo, Y., Witt, E., Han, D., Epstein, W., and Packer, L., Enzymic and non-enzymic antioxidants in epidermis and dermis of human skin (1994), Invest. Dermatol. 102: 122-124.

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